• sábado, 23 de julho de 2016

    Na Estante: Fullmetal Alchemist #1

    O Alquimista de Aço retorna em nova edição



    Fullmetal Alchemist é um dos mangás que os fãs mais aguardavam por um relançamento no Brasil, porque cá entre nós, a primeira versão é uma vergonha total, numa época onde os meio tanko reinavam quase absolutos. Foi uma longa espera desde o fim da série em 2011, muita encheção de saco na página da editora até que, enfim, o mangá está chegando às bancas de todo o Brasil em uma edição especial.

    Em busca da Pedra Filosofal

    Fullmetal Alchemist foi criado por Hiromu Arakawa e publicado de 2001 a 2010 nas páginas da Shonen Gangan, alcançando grande sucesso ao redor do mundo, rendendo 2 animes, 2 filmes, vários OVAs e, em breve, um filme em live action.

    Na história, acompanhamos a jornada dos irmãos Edward e Alphonse Elric, que no desejo de recuperarem sua mãe quebraram o maior tabu da alquimia: fizeram uma transmutação humana para trazê-la de volta a vida.

    A Lei primaz da Alquimia é a Troca Equivalente: Nada pode ser obtido sem uma espécie de sacrifício, sendo preciso oferecer em troca alguma coisa de igual valor.

    O preço pago por eles  por quebrarem o tabu foi bem alto: Edward perdeu sua perna esquerda e Alphonse todo o seu corpo. Para salvar o irmão, Edward sacrifica seu braço direito e sela a alma do Alphonse em uma armadura.

    Determinado a recuperar o corpo do irmão, Edward coloca próteses mecânicas conhecidas como Automails e se torna um Alquimista Federal, partindo em busca da lendária Pedra Filosofal para recuperarem seus corpos, numa jornada que os colocará diante de vários aliados e perigosos inimigos: os Homúnculos.

    A Nova edição

    Ok, admito que me decepcionei um pouco quando foi anunciado que o relançamento da série seria da versão normal do tankohon japonês. Ainda mais com a belíssima edição kanzenban que saiu há algum tempo. Mas com a crise que assola o país, dá pra entender porque a JBC optou pela edição convencional (os custos de produção do Kanzenban iam elevar o preço para a estratosfera =P). Mas temos que admitir: a JBC fez um bom trabalho. 

    A edição segue os mesmos moldes dos demais relançamentos da editora, com papel offset, tamanho 13,5 x 20,5 cm, e sem páginas coloridas, uma vez que elas não estão presentes da edição original. O destaque aqui fica por conta do belo acabamento externo do mangá.

    A editora caprichou na capa da nova edição. Além de um tapa no visual, com uma capa que mescla elementos do kanzenban com do tankohon, a escolha da laminação fosca dá um ar mais especial ao título.

    Outro destaque é a manutenção dos tons de prata metalizados da edição japonesa, a famosa cor especial, usado aqui no título, nome da autora, na numeração (inclusive na lombada) e na ilustração da 4ª capa, o que cria um efeito muito bonito de se ver com o mangá em mãos - já que nas fotos e vídeos o efeito se perde e você não vai notar nenhuma diferença.

    Se por um lado a parte externa dá gosto de ver, a parte interna deixou um pouco a desejar. A editora pecou por não colocar uma arte nas capas internas dessa nova edição (nem mesmo um simples circulo de transmutação como o usado na capa).

    Ok, isso de certa forma aumentaria o custo de produção, mas pra um mangá que custa R$ 16,90 e possui 27 volumes, a editora poderia ter feito um esforço para colocar algo ali, o que com certeza valorizaria ainda mais a edição.

    Outro problema é o papel. Está ruim? Não. Mas poderia ser melhor. A edição aparenta ter a mesma gramatura de Yu Yu Hakusho e está muito melhor que o papel de Ultraman (que mais parece papel de seda de tão fino que é), mas em algumas partes a arte do verso fica um pouco mais perceptível do que deveria, nada que atrapalhe a leitura mas é algo que certamente gerará queixas por parte de alguns. Acredito que seja um problema de fornecedor, mas fica aqui a dica pra editora prestar um pouco mais de atenção em relação a isso nas próximas edições.

    Nota: Antes de que comecem as comparações, não adianta comparar a qualidade/preço de FMA com o de OPM ou Vagabond. A realidade das editoras é bem diferente e isso influencia nos custos dos mangás de cada uma (seria como comparar os preços dos produtos do mercadinho do Seu Manoel com os de uma grande rede de supermercados).

    Quanto a adaptação, ela segue mais ou menos o padrão do anime, mas notei que alguns nomes devem sofrer mudança (a Cidade Central mesmo virou Central City), mas os homúnculos continuam com seus nomes em português. No mais, não notei nenhum erro grotesco de revisão e espero que continue assim daqui pra frente. 

    Confira fotos da edição:




    O Veredicto

    Fullmetal Alchemist é o meu mangá do coração e possui uma história cheia de personagens cativantes e uma trama bem amarrada e desenvolvida. A Editora JBC trouxe uma nova edição realmente muito bonita e fez um trabalho excelente de modo geral, principalmente na capa. O papel está com uma qualidade aceitável e não atrapalha a leitura.

    Se você é fã da série, este é um item indispensável na sua coleção. Se não é, talvez seja uma boa oportunidade de acompanhar a jornada dos Irmãos Elric.

    Fullmetal Alchemist
    Autor: Hiromu Arakawa
    Status: Completo em 27 edições
    Formato: 13,5 x 20,5 cm, com cerca de 190 páginas
    Preço: R$ 16,90
    Periodicidade: Mensal
    Distribuição: Nacional
    Classificação etária: 14 anos
    Nota: [  ]

                4 de 5

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